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Qual a importância do vice?

  • 10 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

A função de vice nos cargos políticos é de grande importância, pois em via de regra é a mais próxima do exercício do poder. Mas não é qualquer cargo que dispõe de um. Geralmente são gestores com grandes responsabilidades que, quando não estão disponíveis, necessitam, obrigatoriamente, que outro dê continuidade ao seu trabalho. Ele pode colaborar - e muito - na gestão pública, dialogando com a sociedade e somando com o titular. Portanto, é importante entender os principais fatores envolvidos na escolha de quem terá esse papel.

Oficialmente, o vice pode não fazer muita diferença, já que a sua principal função é substituir o gestor em caso de renúncia, morte, cassação, impeachment, doença, viagem ou qualquer ausência. Nessas situações, ele herda o cargo ou assume temporariamente, conforme a ocasião. Eles são escolhidos nas convenções partidárias, quando os partidos definem quem serão os seus candidatos e se farão parte de alguma coligação.

Após as eleições, o governante terá de formar uma coalizão que o apoie. Note que não estamos falando mais de coligação, pois ela só serve para fins eleitorais. Assim que a eleição termina, cessa também a coligação. Mas a coalizão, que é um arranjo informal de parlamentares que apoiam o governo, deve existir ao longo de todo o mandato.

O vice pode ajudar a articular essa coalizão, especialmente se for de um partido diferente do titular. Nesse caso, ele pode ter mais facilidade para convencer seus correligionários e mantê-los dentro da base de apoio do governo. Também precisa ser uma pessoa da confiança do titular da chapa. Por um lado, ele deve demonstrar que está apto a ser um bom substituto, com qualificações que o credenciam como gestor público.

Contudo, não é desta forma que ocorre atualmente. Como assistimos no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014, Temer assumiu o seu lugar, porém, não tinha os mesmos ideais que a sua antecessora, tampouco a sua confiança ou amizade. Entretanto, para angariar votos, estiveram unidos durante as eleições.

Além do exemplo do governo Dilma, há outros envolvendo políticos dispostos a fazer o que for necessário para alcançarem o poder. Recentemente, o general reformado do Exército Hamilton Mourão, vice na chapa do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral para substituir o deputado - que sofreu um atentado - em entrevistas à TV e debates eleitorais. Mourão, no entanto, não consultou Bolsonaro ou o seu partido, o PSL, antes de protocolar a ação judicial.

Pouco tempo depois, no dia 8 de outubro de 2018, Bolsonaro desautorizou publicamente o seu vice em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo. O episódio revelou a falta de alinhamento e diálogo entre os dois. Quando perguntado sobre o motivo da escolha do general Mourão - com quem ele afirma ter divergências - para compor a sua chapa, o candidato à presidente do Brasil respondeu que era para “passar autoridade”.


 
 
 

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A ENFOCA é um projeto realizado pelos alunos das disciplinas de Laboratório de Jornalismo 1, 2 e 3, da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora - Macaé/RJ. Sua missão é fazer da prática jornalística uma prestação de serviço ao interesse público em Macaé e região, através da checagem de fatos (fact-checking), da cobertura cotidiana e de grandes reportagens.

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